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Valor Economico – 04/11/2008

Mantega prevê desafogo no crédito

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou que a fusão entre Itaú e Unibanco é um ato de concentração que fortalece o sistema financeiro e pode ajudar a destravar o crédito. Nesse ambiente, afirmou que o Banco do Brasil vai continuar crescendo, apesar de não ser mais a maior instituição do mercado nacional. Recentemente, o BB concluiu o processo de incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e mantém negociações para absorver Nossa Caixa, Banco de Brasília (BRB) e Banco do Estado do Piauí (BEP). Ruy Baron / Valor

O ministro da Fazenda, Guido Mantega: "essa concentração vem no sentido de fortalecer o sistema financeiro"


Na avaliação de Mantega, a fusão é um fato "importante" porque vai "solidificar" dois bancos que já são sólidos. Esse tipo de movimentação no mercado, para o ministro, é normal no atual momento de turbulência financeira internacional. "Como esses são dois bancos tradicionais, sólidos e têm atuação importante para a atividade econômica, acredito que é um fato importante se unirem, de modo a continuar cumprindo o papel de liberar crédito", disse.


Para o ministro, apesar da tendência de fusões nesses momentos de recuo na liquidez, o atual cenário do mercado bancário brasileiro deve se manter como está, o que significa dez a quinze instituições relevantes. "Vai mudar um pouco, mas não muito. Já é um setor concentrado, mas o importante é que essa concentração vem no sentido de fortalecer o sistema financeiro", ponderou.


Mantega admite que a formação do maior grupo financeiro do país pode favorecer o destravamento do setor de crédito no Brasil. Isso significa, para ele, mais força para os dois bancos que agora estão associados. Ele reconhece que, separados, já eram fortes, conhecidos e tradicionais, mas vão ter poder financeiro maior ao entrarem para a lista dos maiores grupos do mundo.


O fato de o Banco do Brasil ter perdido a liderança do setor é "momentâneo" para o ministro da Fazenda. Mantega ainda disse que o BB terá a chance de "correr atrás" e se refazer. Menosprezando o título de maior banco do mercado nacional, ele procurou justificar que o mais importante é o Banco do Brasil, no atual momento de escassez, cumprir um papel de dar mais liquidez do que normalmente daria. "Isso é o importante, que ele cumpra esse papel. Se ele é o primeiro, segundo, ou terceiro, é irrelevante, mas garanto que ele vai continuar crescendo", afirmou..


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