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Folha de SP – 22/10/2008

Volume de crédito atinge R$ 1,4 trilhão em setembro, 39,1% do PIB

O volume de crédito no Brasil atingiu R$ 1,148 trilhão em setembro, um crescimento de 3,5% em relação a agosto. Nos últimos 12 meses, o volume cresceu 34%, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

Com isso, em setembro, o total de crédito disponibilizado representava 39,1% do PIB (Produto Interno Bruto) --em agosto, a relação era de 37,9%. Em agosto, o volume de financiamentos havia crescido 2,3%.

Apesar das medidas do governo para diminuir o volume do compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositados no BC), o total aumentou em setembro, alcançando R$ 272,01 bilhões --era R$ 259,43 bilhões em agosto.

As mudanças no compulsório foram definidas para amenizar os efeitos da crise internacional no Brasil, cujo principal reflexo é a diminuição do crédito em circulação. Sobre isso, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que a circulação de dinheiro já desacelerou em outubro.

Como o crédito cresce mais que a economia, ele ganha mais espaço ao ser comparado com a soma das riquezas produzidas no país no mesmo período. A expectativa do BC é que o percentual de crédito termine o ano em 40% em relação ao PIB.

Já a taxa de juros para pessoa física ficou em 53,1% ao ano no mês passado, acima da registrada em agosto (52,1%). Para pessoa jurídica, a taxa foi de 28,3% em setembro, a mesma registrada no mês anterior. A taxa geral foi de 40,4% em setembro, em leve alta sobre taxa de 40,1% em agosto.

O "spread" (preço do dinheiro cobrado pelos bancos) variou levemente em setembro, fechando em 26,4%, contra 26,2% no mês anterior. Para pessoa física, o aumento do spread foi maior, ficando em 38,6% em setembro contra 37,6% em agosto. Para pessoa jurídica, o spread foi de 14,7% no mês passado (contra 14,9%).

A inadimplência registrou leve queda em setembro, passando de 4,2% em agosto para 4%. Para pessoa física, foi de 7,3% no mês passado (era 7,5% no anterior).

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